Abrir a tabela de atributos de um shapefile sem programa de SIG
Um shapefile não é um arquivo, e sim um conjunto: .shp, .shx e .dbf, quase sempre com .prj e .cpg. A malha de municípios do IBGE e os limites publicados por órgãos estaduais chegam assim. Os nomes, códigos e áreas por trás do desenho do mapa ficam no .dbf — uma tabela dBase comum. Para consultar, filtrar ou levar esses atributos ao Excel, não é preciso abrir o QGIS nem o ArcGIS.
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O que está no .dbf e o que não está
O .dbf ao lado do .shp tem um registro por feição, na mesma ordem das feições do .shp. Na malha municipal do IBGE, por exemplo, cada linha é um município, com campos como CD_MUN (o código IBGE de sete dígitos), NM_MUN e SIGLA_UF.
A geometria — pontos, linhas e polígonos — está no .shp, e o aplicativo não a desenha. Você vê a tabela, não o mapa. Para conferir atributos, achar um município pelo nome ou montar uma lista para o Excel, é exatamente o que se precisa.
Como abrir
- Descompacte o arquivo baixado (o IBGE e a maioria dos portais entregam um
.zip). - Arraste para a janela o
.dbfjunto com o.cpg, se houver — ou a pasta toda: os arquivos de geometria (.shp,.shx,.prj) são ignorados. - Confira os campos à esquerda: os nomes têm no máximo dez caracteres, um limite do formato, por isso vêm abreviados.
- Filtre e ordene como em qualquer tabela; exporte o resultado para Excel, CSV ou JSON.
Acentos estragados: “São Paulo” e “S�o Paulo”
O DBF guarda um byte por caractere e não diz com certeza em que codificação o texto foi gravado. Quem diz é o arquivo .cpg — uma linha como UTF-8 ou 1252. Os dois sintomas clássicos:
| Você vê | O que aconteceu |
|---|---|
São Paulo, Goiás | Texto em UTF-8 lido como Latin-1/Windows-1252 |
S�o Paulo, Goi�s | Texto em Latin-1/Windows-1252 lido como UTF-8 |
Abrindo o .dbf junto com o .cpg, a codificação vem dele, e nas informações do arquivo aparece “do .cpg”. Sem o .cpg, ela é deduzida do conteúdo. Se ainda assim os acentos estiverem errados, troque a codificação na barra de ferramentas: o arquivo não é lido de novo. Mais detalhes em DBF com caracteres estranhos.
Cuidados com os dados
- Código do município como texto.
CD_MUNeCD_UFsão códigos, não números. Ao levar para o Excel, exporte para XLSX em vez de abrir um CSV, para não perder zeros nem ganhar notação científica — veja zeros à esquerda. - Áreas e coordenadas. Campos como
AREA_KM2são numéricos comuns; a precisão é a dos decimais declarados no campo, não a que o mapa mostra. - Registros excluídos. Uma feição removida pode deixar um registro marcado no
.dbf. Você escolhe mostrá-los ou não — veja registros excluídos. - Não edite às cegas. O
.dbfe o.shpcorrespondem registro a registro. Acrescentar ou apagar linhas só na tabela quebra essa correspondência; alterar valores de linhas existentes é seguro.
Perguntas frequentes
Dá para ver o mapa?
Não. O aplicativo abre só a tabela de atributos; a geometria do .shp não é desenhada. Para a imagem, use um programa de SIG ou um visualizador de mapas na web.
Preciso abrir também o .shp e o .shx?
Não. Para os atributos basta o .dbf. Junte o .cpg, se houver: a codificação dos atributos é lida dele.
E se o shapefile veio dentro de um .zip?
Descompacte antes e abra o .dbf (com o .cpg) da pasta extraída.
Os dados vão para algum servidor?
Não. O arquivo é lido na aba do navegador ou no programa para Windows e nunca é enviado.
Como juntar a tabela com outra planilha pelo código do município?
Abra as duas e use “Vincular duas tabelas” pelo campo do código — veja vincular duas tabelas.
Grátis para usar. Seu arquivo não é enviado a nenhum servidor. Versão para Windows — 4.9 MB, sem instalação: detalhes. Pro — US$ 29 uma vez: preço.