Tirar os dados de um sistema antigo em Clipper ou Harbour
Muita empresa ainda roda um sistema de gestão, de estoque ou de ponto de venda escrito em Clipper, Harbour ou dBase. Quando chega a hora de migrar, auditar ou apenas conferir um número, o programa já não abre, o programador sumiu e o que sobrou é uma pasta cheia de arquivos <code>.dbf</code>. Esses arquivos são tabelas comuns e dá para lê-los sem o sistema.
Grátis para usar. Nada para instalar. O arquivo é lido no seu navegador e nunca é enviado a um servidor. Versão para Windows — 4.6 MB, sem instalação: detalhes. Pro — US$ 29 uma vez: preço.
Onde estão os dados
Em geral, na pasta de dados do sistema (às vezes chamada DADOS ou DBF). Cada cadastro é um arquivo: clientes, produtos, notas, movimento. Junto dos .dbf costumam estar:
.dbtou.fpt— o texto longo (campos memo, como observações). Copie-os junto: sem eles, os campos memo aparecem vazios. Veja arquivos memo..ntxou.cdx— índices, que só controlam a ordem de pesquisa do sistema.
Antes de qualquer coisa, faça uma cópia da pasta e trabalhe nela. Não abra os arquivos do sistema enquanto ele está em uso: dois programas escrevendo no mesmo arquivo não sabem um do outro.
Passo a passo
- Arraste o
.dbfpara a janela do aplicativo, junto com o.dbtou.fptse houver. - Confira os campos e a codificação: nomes como “João” e “Conceição” devem aparecer certos. Sistemas da era DOS costumam usar cp850 (ou cp860); se estiver errado, troque na barra de ferramentas — o arquivo não é lido de novo. Veja caracteres estranhos em DBF.
- Decida o que fazer com os registros excluídos (veja abaixo).
- Filtre o que precisa e exporte para Excel (.xlsx) ou CSV.
O que costuma surpreender
- Registros “excluídos” ainda estão lá. Em DBF, excluir só marca o registro; ele continua no arquivo até o sistema “empacotar” a tabela (
PACK). Por isso a contagem do aplicativo e a de outro programa podem diferir. Você escolhe mostrar, esconder ou ver só os excluídos — veja registros excluídos. - Índices
.ntxnão são lidos. O aplicativo lê índices compostos.cdx(FoxPro, Visual FoxPro e Harbour com DBFCDX);.ntx,.mdxe.idxnão. Para extrair dados isso não faz diferença: a ordem pode ser refeita por qualquer coluna. - Códigos viram números no Excel. CPF, CNPJ, código de produto e CEP perdem os zeros à esquerda. Exportar do aplicativo para XLSX mantém essas colunas como texto — veja zeros à esquerda.
- Campos de data e valor seguem o tipo declarado no cabeçalho do arquivo, não o formato regional do Windows.
Migrar de verdade: o que conferir
- Compare a contagem de registros por tabela com a do sistema, lembrando dos excluídos.
- Procure duplicatas no cadastro de clientes e fornecedores antes de importar no sistema novo.
- Valide CPF e CNPJ de uma vez: validação de documentos.
- Veja como converter DBF para Excel, CSV ou SQL sem perder dados.
Limites da edição gratuita
Para olhar, filtrar, conferir e editar não há limite. A exportação grátis vai até 5.000 linhas por arquivo; uma tabela de movimento com centenas de milhares de linhas precisa do Pro (US$ 29, uma vez), que também faz conversão em lote pela linha de comando. Detalhes em preços e licença.
Perguntas frequentes
O sistema precisa estar instalado para ler os arquivos?
Não. O .dbf é uma tabela autônoma; o aplicativo a lê diretamente, sem o programa que a criou.
Os dados são enviados a algum servidor?
Não. A leitura acontece no seu navegador ou no seu computador.
Posso ler Clipper e Harbour da mesma forma?
Sim: ambos gravam DBF. O que muda é a codificação (frequentemente cp850 ou cp860 em sistemas DOS, windows-1252 em sistemas mais novos) e o tipo de índice.
E se o arquivo estiver corrompido ou truncado?
O aplicativo avisa quando o cabeçalho declara mais registros do que cabem no arquivo e mostra a parte íntegra.
Grátis para usar. Seu arquivo não é enviado a nenhum servidor. Versão para Windows — 4.6 MB, sem instalação: detalhes. Pro — US$ 29 uma vez: preço.