Abrir um CSV ou DBF dentro de um arquivo ZIP
Quase todo dado aberto no Brasil chega compactado: a malha municipal do IBGE vem como shapefile num .zip, o Portal da Transparência entrega CSV mensais zipados, a base de CNPJ da Receita Federal é uma série de .zip. O caminho de sempre é extrair tudo numa pasta, procurar o arquivo certo, abrir e depois apagar a pasta. Aqui você abre o próprio ZIP e escolhe a tabela.
Grátis para usar. O arquivo é lido no seu navegador. Nada é enviado e nada é gravado no seu disco. Versão para Windows — 4.9 MB, sem instalação: detalhes. Pro — US$ 29 uma vez: preço.
Como funciona
- Abra o
.zipem “Abrir arquivos” ou arraste-o para a janela, como qualquer tabela. - O aplicativo lê só o índice do ZIP — não os dados — e lista tudo o que abre como tabela: CSV e TSV, DBF e
.dbcdo DATASUS, Excel, ODS, XML, JSON e GeoJSON, SQLite e GeoPackage, Access, Parquet. - Se houver uma tabela só, ela abre na hora. Se houver várias, aparece uma lista com caixas de seleção; cada arquivo marcado abre na sua aba.
- Arquivos
.txt,.date.prnficam no fim da lista, desmarcados: em dados abertos tanto podem ser o “leiame” quanto microdados de largura fixa. Marque se forem dados.
E o caso da Receita Federal: dentro de Estabelecimentos0.zip há um único arquivo com nome como K3241.K03200Y0.D40511.ESTABELE, sem a extensão .csv. Quando o ZIP não tem outra tabela, esse arquivo é oferecido mesmo assim, e o formato é reconhecido pelo conteúdo — CSV com ponto e vírgula, em Latin-1.
Shapefile do IBGE dentro do ZIP
Um shapefile é um conjunto: .shp, .shx, .dbf, .prj e, quase sempre, .cpg. Na lista você vê uma linha só — o .dbf, marcado como “shapefile” —, porque os atributos são a única tabela do conjunto.
Ao abrir, o .cpg é extraído junto, e a codificação dos atributos vem dele: “São Paulo” e “Goiás” aparecem certos, sem “São Paulo”. A geometria fica de fora — o aplicativo mostra a tabela de atributos, não o mapa. Mais sobre essa tabela em abrir o .dbf de um shapefile.
O mesmo vale para DBF com campos memo: o .fpt ou .dbt é extraído com ele, e os textos longos não vêm vazios. Veja memo em DBF. Um .dbc do DATASUS dentro do ZIP abre como qualquer .dbc.
ZIPs grandes
- Abrir o ZIP lê apenas o índice, no fim do arquivo. Um ZIP de 3 GB com cem arquivos é listado num instante.
- Só os arquivos marcados são descompactados, em fluxo, para um armazenamento que o próprio navegador administra — não ficam como um bloco único na memória da aba. Arquivos guardados sem compressão são lidos direto do ZIP.
- Um CSV enorme ainda precisa ser descompactado uma vez. Um gigabyte de texto leva alguns segundos; depois ele se comporta como qualquer CSV grande. Para a parte do Excel que trava, veja CSV de dados abertos do governo.
O que não abre
- Arquivos protegidos por senha. Aparecem na lista, mas a extração para com uma mensagem clara.
- Compressão diferente do Deflate comum — Deflate64, bzip2, LZMA, Zstandard. Alguns compactadores usam esses métodos em arquivos muito grandes. Compacte de novo como ZIP comum.
- .rar e .7z são outros formatos, não ZIP.
Um ZIP dentro do ZIP abre como mais um ZIP. E planilhas .xlsx e .ods, que por dentro também são ZIP, continuam abrindo como planilhas — mesmo se alguém as renomeou para .zip.
Perguntas frequentes
Algo é gravado no meu disco?
Não. Os arquivos escolhidos são descompactados dentro da aba do navegador; o ZIP no disco não é alterado.
O arquivo é enviado para algum servidor?
Não. Ele é lido localmente, no navegador ou no aplicativo para Windows.
Dá para abrir todas as tabelas do ZIP de uma vez?
Sim: “Marcar todas” na lista e depois “Abrir”. Cada tabela ganha sua aba.
E se eu editar uma tabela que veio do ZIP?
As alterações são salvas num arquivo separado, que você escolhe; o ZIP continua como estava.
Grátis para usar. Seu arquivo não é enviado a nenhum servidor. Versão para Windows — 4.9 MB, sem instalação: detalhes. Pro — US$ 29 uma vez: preço.